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24.8.08
Foto Oficial
Por Vítor Daltro


Para encerrar os nossos depoimentos especiais direto de Pequim, postamos a "foto oficial" da equipe olímpica da Textual!


postado por Textual em 12:27 PM
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O Rei
Por Carina Almeida

O Rei é o Rei. Por onde passou em Pequim, literalmente parou o tränsito, sempre com simpatia e elegäncia, dando atenção aos fãs de todas as nacionalidades. Terminada a sua visita à Vila Olímpica, ofereci ao Rei Pelé um exemplar do nosso livro Passeata dos 100 Mil: 68 Destinos. Explico: Evandro Teixeira registrou a carreira de Pelé no Brasil e nas Copas do Mundo. Quando se encontram é sempre uma festa. No primeiro dia em que estive com o Rei em Pequim, comentei que Evandro estava com agenda de lançamentos do livro por várias cidades do Brasil e por isso não estava em Pequim. O Rei se interessou em saber sobre o livro e, por isso, no dia seguinte, ofereci a ele um exemplar.

postado por Textual em 12:25 PM
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23.8.08
Tufão em Hong Kong, baforada de medalhas em Pequim
Por Alexandre Castelo Branco

Quando você conta para os amigos, parentes e demais que você vai para os Jogos Olímpicos, todo mundo adora. Elogiam, dizem que têm inveja (numa boa), que queriam estar no seu lugar e tudo mais. Realmente estar nos Jogos Olímpicos é um prazer enorme para os jornalistas esportivos do mundo inteiro, ou pelo menos para a grande maioria. Mas também tem seus aguros e apuros, como o que ocorreu neste dois últimos dias, em Hong Kong, onde fui cobrir as provas de salto, do hispismo, com meu bravo companheiro e fotógrafo Alaor Filho.

Ao entrar no quarto do hotel, o Alor pegou um papel no chão e foi me mostrando. Logo pensei que era algo sobre a competição. Fui dar uma olhada e quando vi nada mais era do que um comunicado do "The Hong Kong Observatory" avisando que um tufão estava próximo de chegar à cidade. Falei: "Pô Alaor, que bom heim amigo. Negócio de Tufão. Tamos bem…".

Logo em seguida lembrei da minha mãe que se preocupa com qualquer coisa, que me liga pra falar que está chovendo muito no Rio e, por isso, é para eu não sair de casa. Imagina ela sabendo que seu filho querido ia enfrentar um tufão??? Aí pensei: se esse tufão chegar mesmo não vai ter competição. Vão começar a noticiar essa história e vou ter que ligar, passar email, enfim fazer alguma coisa para avisar que estou bem.

No início da noite fomos para a competição, debaixo de um calor danado, e já no final da disputa entraram um vento seguido de chuva, sem maiores estragos. Na madrugada um vento mais forte, e às seis da matina, no caminho para o aeroporto, um vento muito forte, destes que a gente não está acostumado a ver no Brasil. Já dentro do avião ficamos sabendo que aquele era o último vôo que saia de Hong Kong. Àquela altura, o tufão era mais do que realidade.

Pra falar a verdade, nem sei ainda se esse tufão chegou ou não em Hong Kong e que força teve. Só sei que eu e Alor tivemos a sorte de chegarmos bem em Pequim e continuarmos nossa cobertura diária dos atletas e esportes do Brasil. Mais sorte ainda teve minha mãe, que não teve de se estressar por causa de um tufão e só vai saber dele quando ler essa nota aqui no Blog da Textual. Sorte do Brasil também que neste dia de tufão em Hong Kong, teve uma baforada de vento em Pequim que nos trouxe várias medalhas: ouro da Maurren, prata e bronze da rapaziada do vôlei de praia e bronze do futebol masculino.

Como diria o pessoal da vela,

Bons Ventos!
postado por Textual em 12:50 PM
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19.8.08
Por elas e por todas
Por Eusébio Galvão

Minha sogra veleja. As filhas do meu sogro também. Uma querida amiga que trabalhou comigo há poucos anos decidiu aprender a velejar. Eu gosto dos passeios, mas sou aquele com uma cerveja na mão que tenta não atrapalhar. Mas, com o tanto de costa que temos no Brasil, acho que o mar é nosso destino. Também como esporte.

A vela nos deu diversas medalhas até hoje em Jogos Olímpicos – todas conquistadas por homens. Mas o vento mudou. Em Qingdao, do outro lado do mundo, uma carioca e uma gaúcha deram show, venceram a última regata da 470 e ficaram com o bronze. Velejaram pela minha sogra, pelas filhas do meu sogro, pela minha amiga, pela Ketleyn, brasileira que conquistou em Pequim a primeira medalha feminina do judô, por Maria Esther Bueno, Maria Lenk, Larissa, Juliana, Pretinha, Hortência e tantas outras brasileiras que jamais pisaram num barco – ou que passam a vida em cima de um.

Foi um momento histórico. E foi um prazer enorme vê-lo acontecer. Gostei muito. Mas fui aquele em terra que tentou não atrapalhar. Sem cerveja na mão, porque eu estava trabalhando. Foi bom do mesmo jeito.
postado por Textual em 11:09 AM
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18.8.08
"Pinódromo"
Por Daniel Varsano

Em toda edição de Jogos Olímpicos, a cada quatro anos, um mercado paralelo às competições mostra sua força. Os Jogos são o local ideal para que os aficcionados por pins troquem, comprem e repassem seus valiosos souvenirs. Os "pin maníacos" se reúnem em vários pontos de Pequim, aglomerando centenas de pessoas. Muitos deles estão em busca das maiores raridades, já que este é um evento de números recordes, como os 205 países participantes.

Além dos colecionadores, o pin também é símbolo de integração entre os países. Presentear alguém com um pin pode ter diferentes significados, seja como uma forma de agradecimento, uma retribuição de gentilezas, ou um mero flerte ou galanteio. A troca de pins é uma tradição olímpica, que movimenta adoradores, sejam atletas, oficiais ou membros da família olímpica. Eu já fiz novos amigos durante minhas trocas de pins. Vejam que interessante o "pinódromo" montado em frente ao MPC, local de trabalho da equipe COB/Textual em Pequim.


postado por Textual em 11:05 AM
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17.8.08
O desafio do impresso

Por Flávio Nehrer

Segunda-feira, 11 de agosto. Comecei meu dia no Cubo D’Água, um dos ícones dos Jogos. À tarde, fui com prazer acompanhar Brasil 3-0 Rússia no vôlei feminino. Voei para a zona mista, e acabei sendo o primeiro a chegar na área da mídia impressa. Estiquei a orelha para ouvir o que diziam os coleguinhas de TV – claro, repercutiam a vitória conquistada de maneira fácil, perguntavam quais os segredos da soberba atuação etc. Basicamente, perguntas parecidas com as que eu faria minutos depois.

Os coleguinhas de impresso perguntavam já sobre o próximo adversário, a Sérvia: destaques, o que esperar do jogo, se a levantadora era realmente diferenciada etc. Pouco (ou nada) sobre a Rússia. Desconfiei.

Saí dali e fui para o judô. Ketleyn Quadros conquistou a primeira medalha individual feminina na história do Brasil. Perguntei sobre a marca e sobre as lutas que levaram ao inédito bronze. Os coleguinhas de impresso esticaram (e muito) a zona mista. Descobri que ela tem namorado, que o pai abandonou a família quando ela tinha 4 anos, a mãe cabeleireira teve dificuldades para comprar o primeiro quimono, as duas irmãs mais novas não lutam judô e por aí vai…

Aí caiu a ficha. O impresso fica atrasado em relação às outras mídias. Um fato que ocorreu na noite de segunda aqui (manhã de segunda no Brasil) vai sair no jornal de terça. Os brasileiros são fanáticos por TV e site, na manhã de terça certamente todo mundo já vai saber do factual. Para o povo do impresso, o desafio é contar a história com um “molho” diferente.

Com essa história de molho, os jornalistas de impresso têm trabalhado muito. Alguns me dizem que ficam no MPC até 4h da matina (e eu achando que meu turno de 8h às 1h estava puxado) – e obviamente tem que estar às 8h de pé dentro de algum estádio/ginásio/arena. A frase louca do beatle Ringo Starr está de volta: para os jornalistas de impresso, seria bom se fosse “eight days a week”.

postado por Textual em 1:28 PM
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O primeiro ouro olímpico ninguém esquece
Por Cauan Ahmed

O Centro Aquático Nacional de Pequim, conhecido como Cubo D`água, por causa do seu formato, vem sendo minha segunda casa na China. O motivo é que tenho sido pautado para cobrir as competições de natação diariamente, em um ou em até dois períodos, com finais pela manhã e eliminatórias à noite. Já me sentia contente e realizado com todas as experiências que tinha vivido na zona mista do Cubo. Ter contato com Michael Phelps, Alain Bernard, Kosuke Kitajima, Sthepanie Rice e Katie Hoff já era tudo de bom. Quebra de recordes mundiais, olímpicos, medalha de bronze para César Cielo nos 100m livre... Confesso que já estava satisfeito com tanta emoção, mas quando nosso chefe, Claudio Motta, me entregou a pauta e vi que estava escalado para cobrir a final dos 50m livre, logo pensei: "Amanhã vou cobrir a primeira medalha de ouro da minha vida e a primeira do Brasil em Pequim!".

Com esse pensamento positivo, assisti a grande final ao lado de alguns colegas de imprensa do Brasil, em um pequeno espaço que conseguimos perto da tribuna, lotada. Foi maravilhoso estar lá, assim como ver de perto um brasileiro no lugar mais alto do pódio, sem vergonha de revelar em lágrimas toda sua alegria e sacrifício para se tornar o homem mais rápido da natação. Após o feito histórico de Cielo, muitos gritos, abraços, choro, fotos e até mesmo autógrafos nos ingressos para os eventos de alta demanda que são destinados à imprensa. Foi interessante perceber todas essas reações de nossos colegas de imprensa, e fica a certeza de que nem o menos emotivo repórter consegue ficar indiferente a um momento mágico do esporte. O dia 16 de agosto de 2008 ficará marcado na história do esporte brasileiro, assim como na minha história pessoal e profissional.
postado por Textual em 1:25 PM
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16.8.08
Ouro em Pequim
Por Carina Almeida


Foi o primeiro ouro do Brasil em Pequim, o ouro inédito na história da natação em Jogos Olímpicos e numa prova pra lá de surpreendente, como são os 50 metros. Piscou, acabou! A vitória de Cesar Cielo transformou os jornalistas em tietes, que torceram, vibraram, se emocionaram com o choro do atleta no pódio. E depois da coletiva no Cubo, não resistiram, e muitos posaram com o atleta e pediram autógrafos! Foi um domingo de ouro em Pequim sob um raríssimo céu azulado. A brava equipe da Textual, que acompanhou todas as etapas de entrevistas de Cielo no cubo, não resistiu. Missão cumprida, foi a hora de fazer um rápido click com o medalhista olímpico.



Antes, com a maior atenção, Christian Dawes e Marcelo Valença acompanharam toda a movimentação da Zona Mista, enquanto Cauan Ahmed registrava as declarações para enviar ao site do COB.

postado por Textual em 11:33 AM
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14.8.08
Diário de um "atleta" olímpico
Por Daniel Varsano

Não são só os atletas que suam para conseguir uma medalha nos Jogos Olímpicos de Pequim. A corrida por uma declaração ou pela notícia em primeira mão é quase tão valiosa quanto uma conquista olímpica. Muitas vezes o empurra-empurra da zona mista lembra um confronto dentro de uma quadra.Para exemplificar, conto um pouco do que foi o meu dia hoje.

Pela primeira vez, tive o prazer de cobrir uma final olímpica. Estava empolgado, a equipe de ginástca artística brasileira chegava pela primeira vez numa final olímpica. Entre as competidoras, as maiores potências da modalidade. China, Estados Unidos, Romênia e Rússia, entre outros. Deu orgulho ver o Brasil incluído na elite do esporte. Com o evento marcado para as 10h30 de Pequim me programei para chegar cedo no Ginásio Nacional a fim de pegar um bom lugar na Tribuna de Imprensa. Qual não foi minha surpresa ao chegar no local com quase uma hora de antecedência? A zona de imprensa já estava lotada. Tentaram me mandar para um setor no alto do ginásio, mas acabei encontrando um lugarzinho entre uma jornalista da Suécia e uma turma empolgada de coleguinhas chineses.

Ao fim da competição começa a corrida por um bom lugar na zona mista, local por onde os atletas saem e a imprensa pode entrevistá-los. A briga pela melhor posição é feroz. Daiane demora a chegar, deixando a imprensa apreensiva. Bom, ao fim de tudo é hora de passar a matéria para os editores inserirem no site. Já são quase 2h da tarde e tenho que pegar um ônibus para cobrir a canoagem slalom, que fica a mais de uma hora do centro de Pequim. Uma experiência completamente diferente. Modalidade pouco badalada no Brasil, a prova atraiu pouca atenção da imprensa nacional. Apenas eu e um repórter da ESPN Brasil testemunhamos a classificação de Poliana Aparecida de Paula para a semifinal dos Jogos Olímpicos de Pequim. Apuro, passo a matéria para a base e volto para o Centro de Imprensa, de onde, neste momento, escrevo esse relato. Não tenho muito tempo. Daqui a 10 minutos estou saindo para mais uma cobertura olímpica. Estarei no vôlei de praia, às 21hs para a partida de Ricardo e Emanuel contra uma dupla australiana.

Volto pra Vila de Mída, casa da equipe COB/Textual em Pequim, normalmente por volta de meia-noite. Feliz e pronto para mais uma jornada no dia seguinte.
postado por Textual em 10:59 AM
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Os Fotógrafos
Por Vítor Daltro

Atendendo a pedidos nos comentários, aqui estão os bravos fotógrafos da equipe Textual para o COB em Pequim.

Da esquerda para a direita estão Washington Alves, Wander Roberto e Alaor Filho.


postado por Textual em 10:55 AM
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12.8.08
A bola de cristal costuma falhar
Por Marcelo Valença

Fazer previsões antes da disputa dos Jogos Olímpicos é , no mínimo, precipitado. Em coberturas olímpicas como as que a assesseria de imprensa do COB / Textual vem realizando desde 2000, isso se confirma de quatro em quatro anos. Antes do começo da edição de 2008, alguns especialistas não pouparam a bola de cristal e fizeram as mais pessimistas previsões em relação à quebra de recordes, por exemplo. Esqueceram que o homem vem superando obstáculos há tempos e que, justamente, nos Jogos, onde estão os melhores atletas do planeta de nada valem tantos palpites.

Nesta segunda-feira, dia 11, tive o prazer de acompanhar “in loco”, no Cubo D’Água, uma prova definitiva de que a evolução é algo em eterno curso. A final do revezamento 4x100m livre masculino foi histórica. Vencida pela equipe dos Estados Unidos, com Michael Phelps (3m08s24); a prova foi um daqueles momentos mágicos dos Jogos, um clássico instantâneo. Além do pódio, formado por americanos, franceses (3m08s32) e australianos (3m09s91), as equipes da Itália (3m11s48) e da Suécia (3m11s92), quarta e quinta colocadas, respectivamente, também obtiveram excelentes marcas. Todas suplantaram o recorde olímpico e mundial anterior, que era de 3m12s23.

Portanto, vale a pena esperar pelos 13 dias restantes de competição. Pois, além de proporcionar-nos momentos como este da natação, os Jogos Olímpicos costumam contrariar os que ainda duvidam do quanto o homem é capaz de avançar. A honra de conquistar uma medalha olímpica é a maior das motivações.
postado por Textual em 11:28 AM
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TV Olímpica é a TV dos sonhos
Por Marcelo Valença

Uma atração à parte durante os 16 dias de Jogos Olímpicos é a variedade de opções oferecida pela “TV Olímpica”. As imagens geradas pelo Beijing Olympic Braodcast (BOB) são distribuídas por 40 canais, que transmitem as disputas em cada uma das modalidades do programa dos Jogos. Essas imagens brutas, sem narração ou comentários, são as que abastecem as TVs de todo o mundo, as chamadas Detentoras de Direitos (Right Holding Broadcast). Como toda regra tem sua exceção e as competições nem sempre são simultâneas, a TV Olímpica conta com canais turísticos, um canal de notícias e um canal com informações meteorológicas. Mais de 4 mil profissionais estão trabalhando no chamado BOB, para que nada passe despercebido pela TV Olímpica, uma indispensável aliada em qualquer cobertura jornalística. Esse formato bem sucedido é repetido em todas as edições dos Jogos. A qualidade da transmissão digital torna o zapear do controle remoto um verdadeiro exercício para os dedos e um imenso deleite para os fãs de esporte. E quando sobra um tempinho, a gente corre para a frente de uma TV para acompanhar alguma competição. Na foto, o Christian, com o Paulinho Villas-Boas, adjunto-técnico da missão do Comitê Olímpico Brasileiro, ambos no prédio que o Brasil ocupa na Vila Olímpica de Pequim.

postado por Textual em 10:42 AM
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