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25.1.08
Want to be CEO? Dress the part
Por Carina Almeida, sócia-diretora da Textual

Nos nossos treinamentos, estamos abrindo espaço cada vez maior para abordar outras formas de comunicação além da verbal, orientando os porta-vozes para a máxima da comunicação: "tudo fala". Não é apenas o que dizemos, mas como dizemos, a nossa expressão facial, corporal e, também, o que vestimos!

Dias atrás, me deparei com uma matéria de página inteira da edição de fim de semana do Wall Street Journal abordando justamente a questão da roupa no ambiente de trabalho. E confesso que fiquei feliz de ver que estamos no caminho certo, ao valorizar também essa questão.

A rubrica da seção do jornal era Moda, mas o conteúdo, totalmente voltado para a questão dos códigos no universo corporativo e o quanto a roupa comunica. Uma das entrevistadas, responsável por recrutamento de executivos em Nova Iorque, disse que, ao contrário do que imaginamos, a questão da roupa não é tão óbvia quanto deveria. "People don´t understand the messages that their clothes send", disse Dorothy Waldt.
postado por Textual em 4:07 PM
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17.1.08
O DNA da Delegação Brasileira nos Jogos Pan-americanos Rio 2007 – A importância de um plano de comunicação estratégico
Por Christian Dawes, coordenador da Textual

O Brasil parou! Parou e aplaudiu, orgulhoso de seus principais atletas. De 13 a 29 de julho passado – ainda está vivo da memória de todos – os Jogos Pan-americanos Rio 2007 tomaram de assalto as principais manchetes dos jornais, revistas, rádios, tvs, sites, blogs, orkuts e das demais mídias sociais que temiam em surgir.

Dado o tamanho do evento – que só perde para os Jogos Olímpicos em número de atletas – pode parecer fácil colocar o bloco na rua e divulgar a participação dos atletas da casa na maior competição esportiva das Américas. Mas, paradoxalmente, a magnitude do RIO 2007 foi um dos maiores desafios que a Textual teve como assessoria de imprensa do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e da Delegação Brasileira nos Jogos.

Afinal, com tantas notícias relacionadas ao RIO 2007 extrapolando as editorias de esporte (cidade, país, mundo, política, comportamento, saúde, moda...), como não deixar o cliente, no caso o COB e a delegação brasileira, sumir em meio ao noticiário geral – obras, badalação na Vila, sumiço de cubanos, o lanche dos voluntários, entre tantos outros assuntos? A resposta passa pela produção de um Plano de Comunicação Estratégico, específico para a delegação, que foi colocado em prática com meses de antecedência da competição. Seu principal objetivo foi garantir o ‘DNA’ do COB no código genético que determinou a veiculação dos Jogos Pan-americanos Rio 2007 na grande mídia.

Desta forma, o DNA do COB foi resguardado através do desenvolvimento de um Plano de Comunicação estratégico para a delegação brasileira nos Jogos, com ações pontuais que tiveram como seus principais objetivos: gerar divulgação espontânea na mídia para o esporte olímpico brasileiro, detalhando o trabalho do Comitê Olímpico Brasileiro na preparação e organização da delegação brasileira; reafirmar os valores do COB e do Olimpismo entre jornalistas e formadores de opinião.

Aproveitamos cada etapa prévia aos Jogos para comunicar a elevada qualidade da organização da delegação pilotada pelo COB: a entrega de uniformes aos atletas, reuniões entre os chefes das equipes, avaliações médicas dos atletas, palestras sobre doping, distribuição dos quartos na Vila, entrega das chaves da Vila, entre tantas ações mais óbvias para o aproveitamento da imprensa, como a definição do porta-bandeira da delegação e a visita dos atletas à Vila.

No que diz respeito ao período dos Jogos, de 13 a 29 de julho, a Textual trabalhou como uma agência de notícias, gerando notícias e fotos sobre a participação brasileira na competição em tempo real para a utilização dos principais veículos de comunicação do Brasil.

A exemplo do que ocorre desde os Jogos Pan-Americanos de Winnipeg 99, a equipe de imprensa do COB colocou em prática um amplo esquema de divulgação, cobrindo com textos e fotos todas as modalidades do Programa Pan-americano, uma vez que o Brasil participou de todas as modalidades. Para se ter uma idéia, ao longo da competição foram produzidos e incluídos em tempo real no site do COB mais de 873 press releases e um total de 1.423 fotos.

Como previsto, o material produzido pela equipe de imprensa do COB assumiu dupla função. Complementou o trabalho dos jornalistas brasileiros que cobriram os Jogos e, principalmente, atendeu aos veículos de comunicação que não estavam com equipes cobrindo os Jogos no Rio de Janeiro. Mesmo os veículos que tinham profissionais cobrindo o RIO 2007 aproveitaram os textos e fotos disponibilizados pelo COB, uma vez que não tinham condições de acompanhar todas as modalidades. Com equipe numerosa, o COB pôde disponibilizar material de divulgação de todas as modalidades.

A cobertura realizada pela Assessoria de Imprensa do COB/ Textual atingiu uma repercussão nacional. Jornais de todas as regiões do Brasil reproduziram os releases enviados pela assessoria de imprensa do Comitê Olímpico Brasileiro, em relação à participação da delegação brasileira na competição.

Porém, o que se quer destacar aqui é o trabalho prévio aos Jogos. Com a criação e o desenvolvimento do Plano de Comunicação ‘DNA do COB’, conseguimos vencer o desafio de não deixar o COB e a Delegação Brasileira sumirem no noticiário dos Jogos, criando o interesse prévio e destacando personagens que, acompanhados de perto pela mídia, brilharam no noticiário esportivo da competição.
postado por Textual em 2:09 PM
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2.1.08
Pré-candidatos à presidência dos Estados Unidos de olho na internet
Vejam que matéria interessante do G1 sobre como os pré-candidatos à Casa Branca estão utilizando cada vez mais a internet e como isso pode afetar a candidatura deles.

Candidatos tentam domar campanha na era do YouTube

Exemplos mostram que rede pode salvar ou afundar candidatos.

Nenhuma pesquisa de intenção de voto indica que Ron Paul, um dos pré-candidatos à Casa Branca, irá sobreviver às primárias e colocar seu nome no alto da chapa do Partido Republicano para as eleições de novembro.

Analistas também são unânimes em acreditar que o deputado não tem a menor chance perto de bichos-papões de arrecadação de fundos como os também republicanos Rudy Giuliani ou Mitt Romney.

No entanto, numa era em que a internet se tornou um elemento tão fundamental nas campanhas, Ron Paul já conseguiu pelo menos um prêmio de consolação: caiu no gosto dos internautas e provavelmente seria um candidato competitivo, caso tudo se decidisse com um clique do mouse.

Em novembro, simpatizantes do candidato organizaram um evento online para arrecadação de fundos para a campanha, e acabaram angariando mais de US$ 4 milhões, o que, na época, foi o maior montante arrecadado por um pré-candidato democrata em 24 horas.

Não é à toa que todos os pré-candidatos então presentes como nunca na rede mundial de computadores. Mas a internet é imprevisível e tanto pode garantir uma boa vantagem como também acabar de vez com as expectativas de qualquer aspirante a sucessor de George W. Bush.

Howard Dean

Howard Dean foi o primeiro pré-candidato na história dos Estados Unidos que aproveitou a rede para sair na frente na captação de verbas de campanha, durante as eleições presidencias de 2004.

O democrata baseou o financiamento de sua campanha principalmente em pequenas doações obtidas de simpatizantes pela internet, diferentemente de outros candidatos, que apostavam nos tradicionais eventos de arrecadação, os chamados fundraisers.

A estratégia deu certo, mas Dean sofreu um duro golpe na primeira etapa da corrida das primárias, o caucus de Iowa. Ficou em terceiro lugar e, na seqüência, fez um discurso (extremamente) exaltado para os simpatizantes, gritando, com o rosto vermelho. Foi o episódio que selou sua derrota.

Agora, quatro anos depois, os candidatos abraçaram a internet e a usam ostensivamente para obter financiamento. Basta visitar seus sites para perceber isso.

Se nos anos 60 a novidade foram os debates presidenciais pela TV, e em 2004, foram os blogs e o uso da internet para arrecadar fundos à la Howard Dean, agora a grande novidade é a força do vídeo pela internet e as implicações do seu uso como arma política.

Guerra dos vídeos

No ano passado, o senador republicano George Allen tentava a reeleição no Estado da Virgínia e, em dado momento da campanha, usou um termo racista para xingar um membro da oposição que o andava infernizando com uma câmera de vídeo.

O momento em que o congressista perdeu as estribeiras foi parar no YouTube, e Allen perdeu a eleição.

Isso mostra como os pré-candidatos à Casa Branca têm motivos para preocupação. Falando ao The New York Times, Mitt Romney disse que "concorrendo à Presidência na era do YouTube, você percebe que tem que ter muito bom senso em relação ao que você fala."

Mas não são só maus momentos gravados em vídeo que podem influenciar uma campanha. No início deste ano, um internauta colocou no site um vídeo que teve grande repercussão, intitulado Vote Different ("Vote diferente", em tradução livre) aparentemente inspirado no cenário do livro 1984, de George Orwell - que se passa em um país dominado por um ditador que controla tudo e todos.

As imagens mostram declarações de Hillary Clinton exibidas em monitores a uma platéia de espectadores apáticos, com as cabeças raspadas, que parecem acordam de um transe quando uma mulher atira um martelo contra um monitor. No final, aparece uma mensagem com o endereço eletrônico da campanha de Barack Obama.

O autor do vídeo, Philip de Vellis, depois foi a público - ele disse que não tinha nada a ver com a campanha e que decidiu fazer o vídeo por livre e espontânea vontade.

O YouTube está cheio de vídeos sobre os pré-candidatos, feitos ou colocados online por pessoas como De Vellis. Alguns são bem produzidos, outros, apenas gravações dos candidatos em momentos constrangedores ou inspirados.

Com tamanho potencial político, não tardou para que a internet tivesse o seu primeiro debate presidencial: em julho e setembro, o YouTube colocou no ar os pré-candidatos respondendo perguntas em vídeo, enviadas pelos internautas.

O que não está claro é até que ponto tudo isso influencia votos ou não.

Imprevisível

Em um artigo no The New York Times, Matt Bai, autor do livro The Argument: Billionaries, Bloggers and the Battle to Remake Democratic Politics, resumiu a questão: "A única coisa nós podemos saber razoavelmente com certeza sobre a campanha eleitoral é que será profundamente afetada por atores externos que não podemos saber quais são ainda, eleitores sentados em porões e cafés sonhando sobre sua própria forma de auto-expressão".

O que é certo é que a internet mudou a forma de diálogo entre o candidato e o eleitor. A transparência é muito maior, para o bem e para o mal, e a imagem do candidato pode ser usada de forma livre, de acordo com a criatividade do internauta.

O candidato também pode ser incansavelmente estudado, e essa transparência, de novo, pode ser um problema ou não.

"Bloggers políticos podem ser muito ativos e agressivamente voltam e checam coisas que um político disse", disse Stephen Ward, especialista em democracia pela internet do Instituto de Internet de Oxford. "Uma campanha online significa que o candidato pode ser fiscalizado 24 horas por dias."

O fato é que, apesar de a internet ser imprevisível, não pára de crescer como campo de batalha eleitoral.

Segundo a empresa americana de pesquisa em meios de comunicação PQ Media, em 2004, os candidatos gastaram US$ 29 milhões em marketing por e-mail e propaganda na rede. Em 2008, a mesma empresa prevê um gasto de US$ 80 milhões.

Mas mesmo essa cifra pode não ser nada se comparada com o impacto randômico do buchicho na internet, pelo qual os candidatos não pagam.
postado por Textual em 6:50 PM
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