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24.8.08
Foto Oficial
Por Vítor Daltro


Para encerrar os nossos depoimentos especiais direto de Pequim, postamos a "foto oficial" da equipe olímpica da Textual!


postado por Textual em 12:27 PM
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O Rei
Por Carina Almeida

O Rei é o Rei. Por onde passou em Pequim, literalmente parou o tränsito, sempre com simpatia e elegäncia, dando atenção aos fãs de todas as nacionalidades. Terminada a sua visita à Vila Olímpica, ofereci ao Rei Pelé um exemplar do nosso livro Passeata dos 100 Mil: 68 Destinos. Explico: Evandro Teixeira registrou a carreira de Pelé no Brasil e nas Copas do Mundo. Quando se encontram é sempre uma festa. No primeiro dia em que estive com o Rei em Pequim, comentei que Evandro estava com agenda de lançamentos do livro por várias cidades do Brasil e por isso não estava em Pequim. O Rei se interessou em saber sobre o livro e, por isso, no dia seguinte, ofereci a ele um exemplar.

postado por Textual em 12:25 PM
1 Comentários
23.8.08
Tufão em Hong Kong, baforada de medalhas em Pequim
Por Alexandre Castelo Branco

Quando você conta para os amigos, parentes e demais que você vai para os Jogos Olímpicos, todo mundo adora. Elogiam, dizem que têm inveja (numa boa), que queriam estar no seu lugar e tudo mais. Realmente estar nos Jogos Olímpicos é um prazer enorme para os jornalistas esportivos do mundo inteiro, ou pelo menos para a grande maioria. Mas também tem seus aguros e apuros, como o que ocorreu neste dois últimos dias, em Hong Kong, onde fui cobrir as provas de salto, do hispismo, com meu bravo companheiro e fotógrafo Alaor Filho.

Ao entrar no quarto do hotel, o Alor pegou um papel no chão e foi me mostrando. Logo pensei que era algo sobre a competição. Fui dar uma olhada e quando vi nada mais era do que um comunicado do "The Hong Kong Observatory" avisando que um tufão estava próximo de chegar à cidade. Falei: "Pô Alaor, que bom heim amigo. Negócio de Tufão. Tamos bem…".

Logo em seguida lembrei da minha mãe que se preocupa com qualquer coisa, que me liga pra falar que está chovendo muito no Rio e, por isso, é para eu não sair de casa. Imagina ela sabendo que seu filho querido ia enfrentar um tufão??? Aí pensei: se esse tufão chegar mesmo não vai ter competição. Vão começar a noticiar essa história e vou ter que ligar, passar email, enfim fazer alguma coisa para avisar que estou bem.

No início da noite fomos para a competição, debaixo de um calor danado, e já no final da disputa entraram um vento seguido de chuva, sem maiores estragos. Na madrugada um vento mais forte, e às seis da matina, no caminho para o aeroporto, um vento muito forte, destes que a gente não está acostumado a ver no Brasil. Já dentro do avião ficamos sabendo que aquele era o último vôo que saia de Hong Kong. Àquela altura, o tufão era mais do que realidade.

Pra falar a verdade, nem sei ainda se esse tufão chegou ou não em Hong Kong e que força teve. Só sei que eu e Alor tivemos a sorte de chegarmos bem em Pequim e continuarmos nossa cobertura diária dos atletas e esportes do Brasil. Mais sorte ainda teve minha mãe, que não teve de se estressar por causa de um tufão e só vai saber dele quando ler essa nota aqui no Blog da Textual. Sorte do Brasil também que neste dia de tufão em Hong Kong, teve uma baforada de vento em Pequim que nos trouxe várias medalhas: ouro da Maurren, prata e bronze da rapaziada do vôlei de praia e bronze do futebol masculino.

Como diria o pessoal da vela,

Bons Ventos!
postado por Textual em 12:50 PM
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19.8.08
Por elas e por todas
Por Eusébio Galvão

Minha sogra veleja. As filhas do meu sogro também. Uma querida amiga que trabalhou comigo há poucos anos decidiu aprender a velejar. Eu gosto dos passeios, mas sou aquele com uma cerveja na mão que tenta não atrapalhar. Mas, com o tanto de costa que temos no Brasil, acho que o mar é nosso destino. Também como esporte.

A vela nos deu diversas medalhas até hoje em Jogos Olímpicos – todas conquistadas por homens. Mas o vento mudou. Em Qingdao, do outro lado do mundo, uma carioca e uma gaúcha deram show, venceram a última regata da 470 e ficaram com o bronze. Velejaram pela minha sogra, pelas filhas do meu sogro, pela minha amiga, pela Ketleyn, brasileira que conquistou em Pequim a primeira medalha feminina do judô, por Maria Esther Bueno, Maria Lenk, Larissa, Juliana, Pretinha, Hortência e tantas outras brasileiras que jamais pisaram num barco – ou que passam a vida em cima de um.

Foi um momento histórico. E foi um prazer enorme vê-lo acontecer. Gostei muito. Mas fui aquele em terra que tentou não atrapalhar. Sem cerveja na mão, porque eu estava trabalhando. Foi bom do mesmo jeito.
postado por Textual em 11:09 AM
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18.8.08
"Pinódromo"
Por Daniel Varsano

Em toda edição de Jogos Olímpicos, a cada quatro anos, um mercado paralelo às competições mostra sua força. Os Jogos são o local ideal para que os aficcionados por pins troquem, comprem e repassem seus valiosos souvenirs. Os "pin maníacos" se reúnem em vários pontos de Pequim, aglomerando centenas de pessoas. Muitos deles estão em busca das maiores raridades, já que este é um evento de números recordes, como os 205 países participantes.

Além dos colecionadores, o pin também é símbolo de integração entre os países. Presentear alguém com um pin pode ter diferentes significados, seja como uma forma de agradecimento, uma retribuição de gentilezas, ou um mero flerte ou galanteio. A troca de pins é uma tradição olímpica, que movimenta adoradores, sejam atletas, oficiais ou membros da família olímpica. Eu já fiz novos amigos durante minhas trocas de pins. Vejam que interessante o "pinódromo" montado em frente ao MPC, local de trabalho da equipe COB/Textual em Pequim.


postado por Textual em 11:05 AM
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17.8.08
O desafio do impresso

Por Flávio Nehrer

Segunda-feira, 11 de agosto. Comecei meu dia no Cubo D’Água, um dos ícones dos Jogos. À tarde, fui com prazer acompanhar Brasil 3-0 Rússia no vôlei feminino. Voei para a zona mista, e acabei sendo o primeiro a chegar na área da mídia impressa. Estiquei a orelha para ouvir o que diziam os coleguinhas de TV – claro, repercutiam a vitória conquistada de maneira fácil, perguntavam quais os segredos da soberba atuação etc. Basicamente, perguntas parecidas com as que eu faria minutos depois.

Os coleguinhas de impresso perguntavam já sobre o próximo adversário, a Sérvia: destaques, o que esperar do jogo, se a levantadora era realmente diferenciada etc. Pouco (ou nada) sobre a Rússia. Desconfiei.

Saí dali e fui para o judô. Ketleyn Quadros conquistou a primeira medalha individual feminina na história do Brasil. Perguntei sobre a marca e sobre as lutas que levaram ao inédito bronze. Os coleguinhas de impresso esticaram (e muito) a zona mista. Descobri que ela tem namorado, que o pai abandonou a família quando ela tinha 4 anos, a mãe cabeleireira teve dificuldades para comprar o primeiro quimono, as duas irmãs mais novas não lutam judô e por aí vai…

Aí caiu a ficha. O impresso fica atrasado em relação às outras mídias. Um fato que ocorreu na noite de segunda aqui (manhã de segunda no Brasil) vai sair no jornal de terça. Os brasileiros são fanáticos por TV e site, na manhã de terça certamente todo mundo já vai saber do factual. Para o povo do impresso, o desafio é contar a história com um “molho” diferente.

Com essa história de molho, os jornalistas de impresso têm trabalhado muito. Alguns me dizem que ficam no MPC até 4h da matina (e eu achando que meu turno de 8h às 1h estava puxado) – e obviamente tem que estar às 8h de pé dentro de algum estádio/ginásio/arena. A frase louca do beatle Ringo Starr está de volta: para os jornalistas de impresso, seria bom se fosse “eight days a week”.

postado por Textual em 1:28 PM
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O primeiro ouro olímpico ninguém esquece
Por Cauan Ahmed

O Centro Aquático Nacional de Pequim, conhecido como Cubo D`água, por causa do seu formato, vem sendo minha segunda casa na China. O motivo é que tenho sido pautado para cobrir as competições de natação diariamente, em um ou em até dois períodos, com finais pela manhã e eliminatórias à noite. Já me sentia contente e realizado com todas as experiências que tinha vivido na zona mista do Cubo. Ter contato com Michael Phelps, Alain Bernard, Kosuke Kitajima, Sthepanie Rice e Katie Hoff já era tudo de bom. Quebra de recordes mundiais, olímpicos, medalha de bronze para César Cielo nos 100m livre... Confesso que já estava satisfeito com tanta emoção, mas quando nosso chefe, Claudio Motta, me entregou a pauta e vi que estava escalado para cobrir a final dos 50m livre, logo pensei: "Amanhã vou cobrir a primeira medalha de ouro da minha vida e a primeira do Brasil em Pequim!".

Com esse pensamento positivo, assisti a grande final ao lado de alguns colegas de imprensa do Brasil, em um pequeno espaço que conseguimos perto da tribuna, lotada. Foi maravilhoso estar lá, assim como ver de perto um brasileiro no lugar mais alto do pódio, sem vergonha de revelar em lágrimas toda sua alegria e sacrifício para se tornar o homem mais rápido da natação. Após o feito histórico de Cielo, muitos gritos, abraços, choro, fotos e até mesmo autógrafos nos ingressos para os eventos de alta demanda que são destinados à imprensa. Foi interessante perceber todas essas reações de nossos colegas de imprensa, e fica a certeza de que nem o menos emotivo repórter consegue ficar indiferente a um momento mágico do esporte. O dia 16 de agosto de 2008 ficará marcado na história do esporte brasileiro, assim como na minha história pessoal e profissional.
postado por Textual em 1:25 PM
3 Comentários
16.8.08
Ouro em Pequim
Por Carina Almeida


Foi o primeiro ouro do Brasil em Pequim, o ouro inédito na história da natação em Jogos Olímpicos e numa prova pra lá de surpreendente, como são os 50 metros. Piscou, acabou! A vitória de Cesar Cielo transformou os jornalistas em tietes, que torceram, vibraram, se emocionaram com o choro do atleta no pódio. E depois da coletiva no Cubo, não resistiram, e muitos posaram com o atleta e pediram autógrafos! Foi um domingo de ouro em Pequim sob um raríssimo céu azulado. A brava equipe da Textual, que acompanhou todas as etapas de entrevistas de Cielo no cubo, não resistiu. Missão cumprida, foi a hora de fazer um rápido click com o medalhista olímpico.



Antes, com a maior atenção, Christian Dawes e Marcelo Valença acompanharam toda a movimentação da Zona Mista, enquanto Cauan Ahmed registrava as declarações para enviar ao site do COB.

postado por Textual em 11:33 AM
3 Comentários
14.8.08
Diário de um "atleta" olímpico
Por Daniel Varsano

Não são só os atletas que suam para conseguir uma medalha nos Jogos Olímpicos de Pequim. A corrida por uma declaração ou pela notícia em primeira mão é quase tão valiosa quanto uma conquista olímpica. Muitas vezes o empurra-empurra da zona mista lembra um confronto dentro de uma quadra.Para exemplificar, conto um pouco do que foi o meu dia hoje.

Pela primeira vez, tive o prazer de cobrir uma final olímpica. Estava empolgado, a equipe de ginástca artística brasileira chegava pela primeira vez numa final olímpica. Entre as competidoras, as maiores potências da modalidade. China, Estados Unidos, Romênia e Rússia, entre outros. Deu orgulho ver o Brasil incluído na elite do esporte. Com o evento marcado para as 10h30 de Pequim me programei para chegar cedo no Ginásio Nacional a fim de pegar um bom lugar na Tribuna de Imprensa. Qual não foi minha surpresa ao chegar no local com quase uma hora de antecedência? A zona de imprensa já estava lotada. Tentaram me mandar para um setor no alto do ginásio, mas acabei encontrando um lugarzinho entre uma jornalista da Suécia e uma turma empolgada de coleguinhas chineses.

Ao fim da competição começa a corrida por um bom lugar na zona mista, local por onde os atletas saem e a imprensa pode entrevistá-los. A briga pela melhor posição é feroz. Daiane demora a chegar, deixando a imprensa apreensiva. Bom, ao fim de tudo é hora de passar a matéria para os editores inserirem no site. Já são quase 2h da tarde e tenho que pegar um ônibus para cobrir a canoagem slalom, que fica a mais de uma hora do centro de Pequim. Uma experiência completamente diferente. Modalidade pouco badalada no Brasil, a prova atraiu pouca atenção da imprensa nacional. Apenas eu e um repórter da ESPN Brasil testemunhamos a classificação de Poliana Aparecida de Paula para a semifinal dos Jogos Olímpicos de Pequim. Apuro, passo a matéria para a base e volto para o Centro de Imprensa, de onde, neste momento, escrevo esse relato. Não tenho muito tempo. Daqui a 10 minutos estou saindo para mais uma cobertura olímpica. Estarei no vôlei de praia, às 21hs para a partida de Ricardo e Emanuel contra uma dupla australiana.

Volto pra Vila de Mída, casa da equipe COB/Textual em Pequim, normalmente por volta de meia-noite. Feliz e pronto para mais uma jornada no dia seguinte.
postado por Textual em 10:59 AM
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Os Fotógrafos
Por Vítor Daltro

Atendendo a pedidos nos comentários, aqui estão os bravos fotógrafos da equipe Textual para o COB em Pequim.

Da esquerda para a direita estão Washington Alves, Wander Roberto e Alaor Filho.


postado por Textual em 10:55 AM
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12.8.08
A bola de cristal costuma falhar
Por Marcelo Valença

Fazer previsões antes da disputa dos Jogos Olímpicos é , no mínimo, precipitado. Em coberturas olímpicas como as que a assesseria de imprensa do COB / Textual vem realizando desde 2000, isso se confirma de quatro em quatro anos. Antes do começo da edição de 2008, alguns especialistas não pouparam a bola de cristal e fizeram as mais pessimistas previsões em relação à quebra de recordes, por exemplo. Esqueceram que o homem vem superando obstáculos há tempos e que, justamente, nos Jogos, onde estão os melhores atletas do planeta de nada valem tantos palpites.

Nesta segunda-feira, dia 11, tive o prazer de acompanhar “in loco”, no Cubo D’Água, uma prova definitiva de que a evolução é algo em eterno curso. A final do revezamento 4x100m livre masculino foi histórica. Vencida pela equipe dos Estados Unidos, com Michael Phelps (3m08s24); a prova foi um daqueles momentos mágicos dos Jogos, um clássico instantâneo. Além do pódio, formado por americanos, franceses (3m08s32) e australianos (3m09s91), as equipes da Itália (3m11s48) e da Suécia (3m11s92), quarta e quinta colocadas, respectivamente, também obtiveram excelentes marcas. Todas suplantaram o recorde olímpico e mundial anterior, que era de 3m12s23.

Portanto, vale a pena esperar pelos 13 dias restantes de competição. Pois, além de proporcionar-nos momentos como este da natação, os Jogos Olímpicos costumam contrariar os que ainda duvidam do quanto o homem é capaz de avançar. A honra de conquistar uma medalha olímpica é a maior das motivações.
postado por Textual em 11:28 AM
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TV Olímpica é a TV dos sonhos
Por Marcelo Valença

Uma atração à parte durante os 16 dias de Jogos Olímpicos é a variedade de opções oferecida pela “TV Olímpica”. As imagens geradas pelo Beijing Olympic Braodcast (BOB) são distribuídas por 40 canais, que transmitem as disputas em cada uma das modalidades do programa dos Jogos. Essas imagens brutas, sem narração ou comentários, são as que abastecem as TVs de todo o mundo, as chamadas Detentoras de Direitos (Right Holding Broadcast). Como toda regra tem sua exceção e as competições nem sempre são simultâneas, a TV Olímpica conta com canais turísticos, um canal de notícias e um canal com informações meteorológicas. Mais de 4 mil profissionais estão trabalhando no chamado BOB, para que nada passe despercebido pela TV Olímpica, uma indispensável aliada em qualquer cobertura jornalística. Esse formato bem sucedido é repetido em todas as edições dos Jogos. A qualidade da transmissão digital torna o zapear do controle remoto um verdadeiro exercício para os dedos e um imenso deleite para os fãs de esporte. E quando sobra um tempinho, a gente corre para a frente de uma TV para acompanhar alguma competição. Na foto, o Christian, com o Paulinho Villas-Boas, adjunto-técnico da missão do Comitê Olímpico Brasileiro, ambos no prédio que o Brasil ocupa na Vila Olímpica de Pequim.

postado por Textual em 10:42 AM
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11.8.08
Sorria, você está sendo fotografado!
Por Christian Dawes

Os Jogos Olímpicos de Pequim 2008 serão o evento mais fotografado do mundo, de acordo com o Comitê Olímpico Internacional (COI). Mais de 1.200 fotógrafos credenciados de todo o mundo focalizam diariamente os atletas, os locais de competição e os principais pontos turísticos de Pequim, enquanto outras centenas, mesmo não credenciados, circulam pela cidade. O próprio COI enviou um time de elite formado por duas dúzias de fotógrafos à China. Eles devem tirar aproximadamente 70 mil fotos, das quais serão selecionadas cerca de 25 mil para o banco de imagens do COI.

A equipe de imprensa do Comitê Olímpico Brasileiro, coordenada pela Textual, conta com três fotógrafos com histórico de várias coberturas olímpicas, responsáveis por fornecer fotos gratuitas para os principais jornais do Brasil e pelo Banco de Imagens do COB.

postado por Textual em 12:25 PM
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10.8.08
Linguagem universal
Por Cláudio Motta

Tivessem os governantes aceitado e implementado o Esperanto como língua mundial não estaríamos vivendo em Pequim situações bizarras causadas pela falta de comunicação. Num mundo globalizado como o que vivemos, a língua continua sendo uma barreira para derrubar fronteiras e aproximar culturas distintas. Os Jogos Olímpicos Pequim 2008 têm demonstrado isso. Apesar da cada vez maior participação e influência da China nos mercados internacionais, o país ainda vive muito distante do mundo ocidental. O regime político e as características culturais da China mantêm o país em um quase isolamento do resto do mundo. Apesar dos esforços do Governo chinês para recrutar voluntários que falassem inglês, na prática o que se vê em Pequim é uma grande dificuldade para se comunicar. Fora dos cenários olímpicos, então, a comunicação verbal praticamente inexiste. Nas ruas, no comércio ou no lazer, ir e vir em Pequim para um ocidental é um desafio. Após duas semanas morando na China, a equipe da Textual já percebeu que falar inglês ou português dá no mesmo. Na verdade, falar português com um taxista rende muito mais do que tentar se fazer entender em inglês, desde que apoiado na linguagem universal dos gestos. Com essa fluência verbal e gestual, o resultado tem sido incrivelmente eficaz e ainda rende momentos de humor durante o trajeto. Mas não ouse se aventurar no português e nos gestos sem o mapa e o endereço do local cobiçado, em inglês e mandarim. Será o mesmo que estar num avião sem radar na Amazônia.
postado por Textual em 12:28 PM
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Organizando a Zona

Por Christian Dawes

Os Jogos Olímpicos de Pequim 2008 trazem uma inovação em relação aos Jogos anteriores no que diz respeito à assessoria de imprensa dos países participantes. Desta vez, o Comitê Olímpico Internacional (COI) está credenciando os Press Attaches (assessores) das delegações para que eles possam trabalhar dentro das Zonas Mistas. A Zona Mista é o local onde o atleta passa obrigatóriamente após competir – geralmente no caminho do vestiário – e onde a imprensa pode entrar em contato com o atleta. O assessor credenciado para esta função recebe um armband, espécie de braçadeira com a sua foto e os dados do credenciamento, que o diferencia dos demais e permite entrar na Zona Mista.

Nos Jogos anteriores, o Press Attaché não podia circular por dentro da Zona Mista, tendo o mesmo acesso dos jornalistas. Muitas vezes o atleta passa ainda com a cabeça na competição e não reconhece a imprensa do seu país, ou passa um pouco chateado e não fala com a imprensa. Com o acesso por dentro da Zona Mista, o assessor pode encontrar o atleta antes deste contato com a imprensa e já passar algumas informações, como quantos jornalistas do seu país estão por ali e até alguns toques sobre o que eles estão querendo perguntar. Muito boa a iniciativa do COI, que já vinha sendo utilizada em Campeonatos Mundiais de algumas Federações Internacionais.





Zona Mista do Cubo de Gelo, local das provas de natação



Armband que dá o acesso para a Zona Mista
postado por Textual em 12:21 PM
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Phelps não tem medo da imprensa
Por Christian Dawes

Quando o cara está de bem com a vida, suas atitudes acabam influenciando no rendimento profissional. O supernadador Michael Phelps, que ameaça conquistar oito medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 – quebrando o recorde de sete ouros do mito Mark Spitz em Munique-72 – está muito à vontade em Pequim e isso fica claro no seu contato com a imprensa. Logo após conquistar a sua primeira medalha de ouro nesses Jogos e pulverizar o recorde mundial dos 400m medley, Phelps encarou a imprensa com muita simpatia na coletiva organizada sempre após uma disputa de medalhas. Phelps sorriu, brincou, contou um pouco dos bastidores da manhã da prova, quando nadou às 6h da manhã ainda na Vila Olímpica. Enfim, mostrou que a pressão que a imprensa tenta colocar nele pela responsabilidade da conquista de tantas medalhas não está o alcançando, assim como seus adversários. Emoção diferente da plena felicidade, ele transparece só na hora do Hino Americano, no pódio, quando não escondeu as lágrimas após o primeiro ouro. Phelps vai fazer História em Pequim e os jornalistas são privilegiados em poder assistir seu desempenho e falar com ele após cada nova conquista.




Phelps durante coletiva de imprensa e com sua primeira medalha de ouro
postado por Textual em 12:12 PM
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9.8.08
Imagens inesquecíveis

Por Marcelo Valença

Fazer parte da Delegação Brasileira, ao lado do companheiro de COB/Textual, Christian Dawes, me possibilitou uma experiência inesquecível nesta sexta-feira, dia 8. O desfile do Brasil na Abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 certamente ficará gravado na memória de todos os que acompanharam a cerimônia, dentro ou fora do estádio. A ansiedade esteve à flor da pele desde as 17h45, horário da concentração em frente aos prédios do Brasil. O comboio de seis ônibus percorreu uma curta distância até o Estádio Olímpico, que durante o percurso pareceu interminável. Antes mesmo de percorrer os quase 3km que separam a Vila Olímpica do estádio, a euforia já tomava conta dos 181 brasileiros que representariam o país na festa.

Robert Scheidt, nosso porta bandeira, estava entre os 40 passageiros do primeiro ônibus. Ele não é o que podemos chamar de marinheiro de primeira viagem, mas seu semblante refletia algo além da seriedade e serenidade que sempre o caracterizaram. Do alto de suas três medalhas olímpicas (duas de ouro e uma de prata), o velejador, que já havia sido porta bandeira da Delegação nos Jogos Pan-americanos de Winnipeg 1999, estava prestes a ter sua primeira experiência na função dentro dos Jogos Olímpicos. Na concentração, enquanto tirava fotos com atletas de outras modalidades, falava de um desejo em comum aos participantes. “Quero que a competição comece logo. Nossa preparação foi muito boa e estamos prontos para enfrentar novamente o desafio”, revelou o velejador, que divide com Bruno Prada o barco da classe star. Scheidt veio de Quingdao, sub-sede da modalidade, com alguns companheiros da vela para ter a honra de empunhar a bandeira nacional.

Mais uma vez, o entrosamento, fora das quadras, dos times de vôlei masculino e handebol, masculino e feminino, justificou o sucesso dentro delas. O ambiente quase que formal visto em algumas delegações passou longe do Time Brasil. Os atletas brasileiros conversaram como velhos amigos e mostraram admiração mútua. Mesmo quem acabava de se conhecer estava em sintonia afinada com os demais.

As imagens da festa não saem da cabeça. Lembro de Jadel Gregório entre outros gigantes do basquete angolano, que apesar do sotaque lusitano incorporaram gírias bem brasileiras ao seu linguajar; de Marcus Vinícius, chefe da missão brasileira, abraçado a outros representantes africanos; do respeito entre os campeões Giba e Robert Scheidt; e do sorriso jobiniano de Luiza Almeida, trajando seu paletó estilizado. Para completar, a forte imagem do jogador de basquete chinês Yao Ming carregando a bandeira dos anfitriões retratou a imponência de um país que pretende provar ao mundo a sua magnitude, durante anos escondida. A suntuosa abertura deixou a certeza de que os Jogos Olímpicos de Pequim 2008 serão impressionantes.

Vou me recordar para sempre da entrada do Time Brasil no Ninho de Pássaro, dos acenos do presidente Lula e de Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, e de cada detalhe dessa noite inesquecível. O dia 8 de agosto de 2008 marcou a minha verdadeira estréia nos Jogos Olímpicos. Passada a emoção, voltarei todas as minhas atenções para a minha modalidade, pois a competição é longa e requer concentração. Na minha modalidade, a medalha é decidida nos detalhes. Estou aprendendo com os mais experientes, afinal, esta é a terceira cobertura olímpica do meu companheiro de assessoria de imprensa. Posso dizer que comecei com o pé direito.



Christian Dawes (acima) e Marcelo Valença
postado por Textual em 11:23 AM
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7.8.08
A casa da equipe
Por Cláudio Motta

Cenas da Vila de Mídia de Pequim, onde a nossa equipe da Textual está hospedada. É um condomínio de edifícios recém-construídos, com apartamentos confortáveis. Há uma sofisticada academia de ginástica, piscina e até uma quadra de badminton _ pena que falta tempo para aproveitar! O café da manhã é servido em três restaurantes e à medida em que se aproxima o início dos Jogos, os jornalistas começam a chegar mais cedo para o café, com as filas começando já pelas sete da manhã. Há outros serviços dentro da vila, como banco, banca de jornais, lavanderia, loja de produtos licenciados e serviço médico, além de uma sala de trabalho, que reproduz, numa escala bem menor, a redação do centro de imprensa principal, o MPC.


postado por Textual em 10:41 AM
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4.8.08
Os voluntários
Por Bernardo Pires Domingues

A combinação de um idioma dominado por poucos fora do país com a maior população do mundo e uma enorme vontade de ajudar tem sido a matéria-prima da maior parte das situações curiosas vividas pelos integrantes da equipe de imprensa do Comitê Olímpico Brasileiro/Textual nos dias que antecedem a abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008. São 70 mil voluntários na capital da China - 25 mil a mais do que na edição anterior dos Jogos, na capital grega Atenas, quatro anos atrás. Todos aparentemente empenhados em garantir que uma boa imagem do seu país seja transmitida para o mundo e empolgados por poder aproveitar uma rara oportunidade de contato com pessoas tão diversas.

A quantidade e a vontade de ajudar significam que sempre que você precisar da ajuda deles, dificilmente será atendido por apenas um. Se forem voluntários do serviço de traduções, significa que estarão acompanhando alguém com quem você precisa se comunicar, mas que só fala chinês. E, provavelmente, esse alguém também não vai estar sozinho. Aí, você liga para o suporte para pedir a instalação de uma impressora e, de repente, está cercado por seis chineses, todos muito prestativos, tentando resolver seu problema. E o processo decisorio envolve longas deliberações entre eles, para, só então, ouvir uma resposta em inglês. Mas a paciência vale a pena.

Após a primeira semana de trabalho em Pequim, a sala da nossa equipe no Centro Principal de Imprensa está pronta, com 11 computadores de mesa, três laptops, duas impressoras, todos conectados entre si e a à Internet por uma rede wireless. E, nos últimos dias, a presença numerosa dos nossos anfitriões foi trocada pela do restante de nossa equipe, que chegou e encontrou as melhores condições de trabalho possíveis.




postado por Textual em 10:42 AM
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Mega

Por Carina Almeida


Como tudo nos Jogos Olímpicos aqui da China, o Centro de Imprensa é mega. Destinado aos 5.600 profissionais de jornais, revistas, agências de notícias e internet credenciados, o chamado MPC tem uma redacao principal com 971 lugares, no térreo, fora os outros 206 do salão exclusivo dos fotógrafos, localizado no sub-solo. Em Atenas, eram cerca de 800 postos. O prédio do MPC tem quatro andares, e nós, da Textual, ficamos numa sala no sub-solo, ao lado do salão dos fotógrafos. O MPC é tão grande que só a caminhada entre a entrada e a nossa sala promete, ao final dos Jogos, ter se transformado numa maratona...


postado por Textual em 9:13 AM
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3.8.08
Equipe Textual do Pan se reencontra em Pequim
Por Alexandre Castelo Branco

Os Jogos Olímpicos Pequim 2008 têm trazido boas recordações para a equipe da Textual. Em menos de uma semana no Centro de Imprensa, encontramos vários colaboradores que trabalharam na equipe de Operações de Imprensa nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007, área que foi comandada pela Textual.

Grandes nomes de Operações de Imprensa, que rodam o mundo trabalhando em diversos mega-eventos esportivos, deram sua contribuição no Pan e estão aqui em Pequim, como os autralianos Richard Palfreyman e Sue Graham e o expert de fotografia Peter Charles, que também nasceu na Terra do Canguru, mas é radicado em Atenas. O casal Sue e Richard participou da fase de planejamento do Pan, nos dando uma consultoria de grande valor. Um pouco antes dos Jogos, Peter aterrisou no Rio para finalizar o planejamento das áreas de fotografia e trabalhou durante todo o Pan com a nossa equipe de foto.

Pequim 2008 também está servindo para conviver novamente com grandes amigos que fiz no Rio 2007. É o caso de Eusébio Galvão e Flávio Nehrer, que trabalharam na area de Operações de Imprensa do Pan e agora integram o time da Assessoria de Imprensa do COB / Textual em Pequim. Eusébio coordenou todas as equipes de subcentros de imprensa e o professor Flávio Nehrer, entre outras coisas, foi responsável pelo Subcentro de Imprensa do Estádio João Havelange.

No Serviço de Notícias dos Jogos de Pequim 2008 encontramos Sebastian Garcia, o argentino que no Pan chutou com as duas e coordenou os Serviços de Imprensa e ainda emprestou seu talento para o Serviço de Notícias do Rio 2007, e Marina Izidro, que também atuou em duas frentes, na area de Serviços de Imprensa e nos subcentros de Imprensa.

Em minha segunda cobertura olímpica poder dividir com eles em Pequim esses momentos de alegria e ver o upgrade dessa turma já é a conquista da minha primeira medalha nesses Jogos Olímpicos.

postado por Textual em 11:01 AM
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1.8.08
A imprensa na casa dos atletas dos Jogos Olímpicos de Pequim
Por Christian Dawes

A Textual já marca território na Vila Olímpica de Pequim, o coração dos Jogos Olímpicos. A casa dos atletas do evento esportivo mais importante do mundo conta com dois assessores de imprensa da delegação brasileira, Marcelo Valença e eu, Christian, ambos da Textual.

Entre tantas outras, nossa principal função é fazer a ponte entre a imprensa, que não tem acesso a área residencial da Vila, e os atletas e técnicos das 32 modalidades brasileiras que se classificaram para os jogos, em um total de aproximadamente 470 integrantes. Enquanto os Jogos não começam, o interesse da imprensa se volta para a Vila e a chegada de cada nova equipe.

A Vila Olímpica tem uma área dedicada para a imprensa de todo mundo na Zona Internacional, um espaço que – diferente da Zona Residencial – possibilita uma circulação mais liberada, inclusive da imprensa. É nela onde são realizadas todas as entrevistas na Vila Olímpica. Jornalistas do mundo todo fazem plantão na Zona Internacional, a espera de um atleta que passe por ali. Para incentivar a ida dos atletas até lá, são montadas áreas de interesses, como lojas de produtos oficiais, loja de conveniência, cabeleireiro, internet café, carteiro, lojas de revistas, jornais e cds e outros serviços.

O acesso da imprensa à Zona Internacional não é totalmente liberado. Ali só podem circular 400 jornalistas – repórter, produtor, cinegrafista ou fotógrafo - ao mesmo tempo. Quando esse número é alcançado, um novo jornalista só entra quando outro sai. O Centro de Mídia da Zona Internacional oferece facilidades e infra-estrutura para o trabalho da imprensa credenciada aos Jogos. É no Centro de Imprensa da Vila onde se pega o passe para a Zona Internacional e onde se realizam as coletivas de imprensa.

O Centro de Imprensa da Vila possui 3 salas de coletivas, duas para 40 lugares e uma maior, para 120 jornalistas. Há também uma sala de trabalho, com 56 postos de trabalho, três INFOS – o sistema de informações dos Jogos – duas tvs, máquinas para a compra de cartão telefônico e água a vontade para os profissionais da notícia. Oito pessoas trabalham no staff do Media Help Desk, organizando o fluxo de informações e jornalistas na Vila.

A chefe deste time é a chinesa Yang, com inglês correto e a simpatia que vem sendo característica no contato entre os organizadores dos Jogos e nós, os gringos da vez.



postado por Textual em 3:19 PM
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