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18.09.2008 . 15h26 . Evandro Teixeira
Fotojornalista Evandro Teixeira ensina técnicas fotográficas para meninos de projetos sociais
07.07.2008 . 18h00 . Evandro Teixeira
Livro "68: Destinos. Passeata dos 100 Mil" conta 40 anos de história em uma foto
03.01.2005 . 13h17 . Evandro Teixeira
Projeto "68 Destinos" localiza participantes da Passeata dos Cem Mil
03.08.2004 . 17h05 . Evandro Teixeira
'Evandro Teixeira: Instantâneos da Realidade", documentário e exposição marcam os seus 45 anos de fotojornalismo
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Evandro Teixeira
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68 Destinos
03.01.2005 . 13h12
Projeto 68 Destinos - Passeata dos Cem Mil
Apresentação
As fotos de Evandro Teixeira registraram capítulos importantes da história recente do Brasil.
Do golpe militar de 1964 à posse do presidente Lula, das conquistas do esporte aos ícones da cultura, passando por um mergulho na memória da Guerra de Canudos. Cenas históricas de um país em permanente construção foram imortalizadas pela câmera do fotógrafo Evandro Teixeira, que começou sua carreira em 1958 e é hoje um dos mais importantes fotojornalistas em atividade no mundo. Suas fotos percorrem o mundo em exposições e livros e fazem parte do acervo de importantes museus do Brasil e do exterior.
É uma destas cenas, memorável instantâneo de uma encruzilhada histórica, que motiva o projeto "68: Destinos". Trata-se de uma fotografia única, por suas características e pelo que representa: um retrato de uma geração, reunida na Cinelândia, Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1968, para a Passeata dos Cem Mil. Como registrou o jornalista Marcos Sá Corrêa, trata-se de um caso raro de fotografia de multidão em que é possível reconhecer com clareza praticamente todos os rostos das pessoas reunidas ali.
Não é à toa que, a cada vez em que a célebre fotografia é tornada pública, num livro ou exposição, pessoas se encontram, se reconhecem, se identificam naquela multidão. E, imediata e instintivamente, se transportam para aquele momento, revivendo o impacto daquela época sobre suas vidas.
O projeto "68: Destinos" contará a trajetória de vida 68 pessoas captadas pela lente de Evandro Teixeira na passeata. Ao pinçar daquela imagem 68 rostos e resgatar a história de cada uma dessas pessoas, a história do Brasil nas últimas quatro décadas também estará sendo contada.
As 68 pessoas selecionadas na foto de 26 de junho de 1968 serão fotografadas novamente por Evandro. Elas vão contar a sua história, lembrar o que as levou até a Passeata dos Cem Mil, como suas vidas transcorreram dali para frente e o que elas fazem hoje. Vão ainda avaliar a importância daquele momento, incluindo depoimentos de pessoas que tiveram suas vidas diretamente afetadas pelos acontecimentos que se seguiram à manifestação ou que até hoje se surpreendem com os reflexos, muitos deles inesperados, da passeata nos seus destinos e no destino do Brasil.
Há histórias de tristeza, histórias nostálgicas, histórias felizes. Há também histórias de amor, como as de pelo menos três casais formados meses ou anos depois da manifestação, e que ainda hoje estão juntos. Ao rever a foto, eles descobriram que ambos aparecem ali - quando nem mesmo se conheciam.
Para contar a história daquela manifestação, e da História que ela sintetiza, reflete e provoca, o projeto "68: Destinos" vai contar também com ensaios de jornalistas de renome, como Marcos Sá Corrêa, Augusto Nunes e Fritz Utzeri.
Mas, principalmente, vai se basear no olhar de Evandro Teixeira. Um olhar que, por trás da câmera, jamais deixou escapar o momento ideal para eternizar as histórias, e a História do seu país.
68: Destinos - Dois momentos
O projeto é dividido em duas partes distintas - cada uma pode ser realizada de maneira independente, mas todas são complementares: uma exposição e um livro. O objetivo é fazer o lançamento da exposição e do livro ao longo de 2004.
Na exposição, a foto da Passeata dos Cem Mil é o centro de um conjunto de retratos dos personagens que estiveram lá, com suas histórias e depoimentos - que poderão ser ouvidos enquanto se visita a exposição - além de uma reunião de imagens históricas registradas por Evandro Teixeira antes e depois da manifestação.
No livro, um registro permanente do momento e as histórias e imagens daqueles personagens formam um perfil da geração que construiu e viveu a Passeata dos Cem Mil e suas conseqüências, além de fotos históricas e textos escritos especialmente por alguns dos principais jornalistas brasileiros.
68: Destinos - Ficha Técnica
Concepção e Coordenação Geral: Textual Serviços de Comunicação / Carina Almeida e Adryana Almeida
Fotografias: Evandro Teixeira
Programação Visual: Quadratim / Elayne Fernandes
Reportagens e entrevistas: Renato Fagundes
Textos: Marcos Sá Correa, Fritz Utzeri, Augusto Nunes
68: Destinos - Currículos Resumidos
Evandro Teixeira
Fotógrafo, do Jornal do Brasil, recebeu, entre outros, o Premio Especial da Unesco no Concurso Internacional "A Família", em Tóquio, Japão (1993), e os Premios do Concurso Internacional da Nikon, Japão, 1991 e 1975 e da Sociedade Interamericana de Imprensa, em Miami, EUA.
Editou em 1983 o seu livro "Fotojornalismo", registrando acontecimentos nacionais e internacionais marcantes desde a decada de 60, com prefácio e texto do poeta Carlos Drummond de Andrade e dos escritores Otto Lara Resende e Antonio Callado. Em 1988, lancou a edicao ampliada do livro, no Rio, Sao Paulo e Basel (Suica). Em 1992, " Fotojornalismo" foi incluído no acervo da Biblioteca do Centro de Artes Georges Pompidou, Paris, França. Em 1997, lançou "Canudos, 100 anos", um registro histórico do cenário da guerra e de seus sobreviventes, todos com mais de 100 anos, e seus herdeiros. Em 2002, lançou "O Livro das Àguas", registrando o impacto do programa de irrigação na vida dos sertanejos do Rio Grande do Norte.
Em 1994, tem o currículo incluído na Enciclopédia Suíça de Fotografia, onde estão registrados os maiores fotógrafos do mundo. Suas fotos fazem parte dos acervos do: Museu de Belas Artes, Zurique, Suíça; Museu de Arte Moderna La Tertulha, Cali, Colômbia; Masp, São Paulo; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Museu de Arte Contemporânea de São Paulo.
Foi jurado de prêmios nacionais e internacionais de fotografia/jornalismo.
Principais Exposicões individuais:
1967 Feira Internacional de Berlim, Alemanha.
1987 Casa de las Americas, Havana, Cuba, dezembro.
1989 "Seul e Cia", Galeria Bookmakers, Rio de Janeiro.
1991 "Seul e Cia", Sala Martins Pena, Teatro Nacional, Brasília.
1993 "Evandro Teixeira/Marc Ribaud, Instantes Decisivos", Casa França-Brasil, Rio.
1994 "Fotojornalismo", Galeria Debret, Paris.
"Fotojornalismo", Galeria Nova Visualidade, Frankfurt, Alemanha. "Fotojornalismo Brasileiro", Galeria Littmann, Basel, Suíça.
1997 "Canudos, 100 Anos", Espaço BNDES, Rio de Janeiro.
2000 Feira Internacional de Basel, Suíça
2000 "Um fotógrafo brasileiro", Villa Maurina, Rio de Janeiro
2001 "Cem anos de Euclides da Cunha / Canudos", Academia Brasileira de Letras, Rio
Principais Exposições Coletivas:
1969 Selecionado pelo Museu de Arte Moderna do Rio para representar a fotografia brasileira na Bienal de Paris. Mas toda a representação brasileira foi proibida de participar da Bienal pelo governo militar.
1972 Museu de Arte Contemporânea de São Paulo.
1973 Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
1979 "Mestres do Século XX, Veneza 79 - Hecho em LatinoAmerica", Veneza, Itália.
1981 "Coletiva do Acervo da Funarte - Segundo Colóquio Latino- Americano de Fotografia", Museu Garrillo Gil, Cidade do México.
1982 "América Latina", Centro de Arte Georges Pompidou, Paris, Franca
1983 "O Tempo do Olhar, Panorama da Fotografia Brasileira Atual", Museu Nacional de Belas Artes, Rio, e Masp, São Paulo
1984 "III Colóquio Latino-Americano de Fotografia", Casa das Americas, Havana, Cuba.
1987 "Las Américas: Towards a New Perspective", Nova Iorque, EUA, fevereiro .
1992 " Brasil dos Brasileiros", Museu de Belas Artes de Zurique, Suíça. "Fotografia Latino-Americana", Museu de Arte Moderna La Tertulha de Cali.
1993 Paixão do Olhar", Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
"Coleção Pirelli", Masp, São Paulo.
"A Fome", Fundação Banco do Brasil, no Rio de Janeiro.
"Canto a realidade - Fotografia Latino-Americana, 1860/1992", Casa de Americas, Madri, Espanha.
1995 "Fotografia Brasileira Contemporânea", da Coleção Joaquim Paiva, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro.
Bienal Fotojornalismo Brasileiro/Bienal de São Paulo, Ibirapuera, São Paulo.
1996 Bienal Internacional de Fotografia, Curitiba.
2000 "Momentos Mágicos", Galeria Leica, Nova Iorque, EUA.
2000 Galeria Leica, Frankfurt, Alemanha.
2000 Bienal da Fotografia, Curitiba.
2001 Coleção Pirelli, Embaixada do Brasil em Roma, Itália.
2001 "Um olhar reescrevendo o Brasil", MASP, São Paulo.
2001 Salão de Arte do Pará, Belém.
2001 Salão de Fotografia de Cuiabá, Cuiabá.
Programação visual: Elayne Fernandes
Elayne Fernandes atua na área de projeto gráfico há mais de 20 anos.
Começou sua vida profissional em 69 na Revista GAM e em 1970 no Correio da Manhã. Trabalhou com Aloisio Magalhães. Foi profissional liberal por muitos anos, teve escritório em sociedade com Tulio Mariante. Assina a montagem de exposições nos principais espaços culturais do Rio de Janeiro (Fundação Nacional Pró-Memória, Museu Nacional de Belas Artes, Museu da República, Biblioteca Nacional, Paço Imperial, Fundação Getúlio Vargas). Na área editorial, projeta livros e impressos em geral. Elabora projetos de identidade visual para empresas, públicas e privadas, através da criação de marcas e aplicação em embalagens, uniformes, letreiros, impressos de uso administrativo (entre elas, Vale do Rio Doce, Texaco e Ipea). Principais clientes: Companhia Vale do Rio Doce; Coordenadoria da Pós-Graduação em História da UFF; Jornal do Brasil; Propaganda Estrutural; Comunicação Contemporânea; EIT - Empresa Industrial Técnica; Paço Imperial; Paulo Casé, Arquitetos Associados; Centro Cultural Banco do Brasil; IAB - Instituto de Arquitetos do Brasil; Sapasso. Assina o projeto gráfico dos livros "Fotojornalismo" e "Canudos 100 Anos" de Evandro Teixeira, além da programação visual de várias exposições do fotógrafo.
Textual Serviços de Comunicação
Agência de comunicação empresarial e editora, a Textual desenvolve projetos editoriais e produção de eventos culturais a seus clientes. Nesse segmento, os principais projetos assinados pela Textual são:
Exposição "Coca-Cola light no Cinema Clicado" / Festival de Cinema BR
Cliente: Coca-Cola Brasil - 2002 - Rio de Janeiro
Projeto (concurso e exposição) "Arte em Campo - Copa do Mundo 2002"
Cliente: Coca-Cola Brasil - 2002 - Brasil
Livro "O COB nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg"
Cliente: Comitê Olímpico Brasileiro - 1999
Livro "Canudos 100 Anos", de Evandro Teixeira
Cliente: Ministério da Cultura - 1997
Exposição "Evandro Teixeira, um fotógrafo brasileiro"
Cliente: Instituto Cultural Villa Maurina - 2000 - Rio de Janeiro
Exposição "Canudos 100 Anos", de Evandro Teixeira
Cliente: BNDES - 1997 - Rio de Janeiro
Produção da exposição "Evandro Teixeira: Fotojornalismo"
Cliente: Embaixada do Brasil na França - 1994 - Paris
Renato Fagundes
Renato Fagundes é jornalista e roteirista. Como jornalista, trabalhou no Jornal do Brasil por seis anos, com passagens pelo Rio e Brasília. Realizou reportagens para as revistas Época, Marie Claire e Interdependances (França) e para o jornal Valor Econômico. Foi criador e editor da revista online 2K e hoje é editor de produtos especiais do Globo On Line, no Rio de Janeiro. Como jornalista, ganhou o prêmio de Direitos Humanos da Sociedade Interamericana de Imprensa e o prêmio especial do Programa das Nações Unidas para o Controle Internacional das Drogas. Escreveu e co-dirigiu os curtas-metragens "Cidadelas" e "Vera", além de outros roteiros, de documentário e ficção, em fase de pré-produção. Produziu reportagens em vídeo para a 2K e para a rede CNN, no Rio de Janeiro.
(para ser diagramado como "olho" permeando o texto de apresentação ou em outro local que você julgue pertinente)
Marcos Sá Correa, sobre a foto da multidão nas ruas do Rio _ extraído de depoimento dado ao documentário "Evandro Teixeira-Instantâneos da Realidade", do diretor Paulo Fontenelle, ainda inédito.
" Uma fotografia célebre e curiosa do movimento estudantil de 68, parece um grande painel de muralista mexicano que tem um momento de um país todo em cena. E que por causa da perspectiva que ele (Evandro) faz, essa cena fica verticalizada. O que você vê não é uma cena de chão, é como se todas aquelas pessoas estivessem num painel vertical. É um retrato incrível do Brasil na época, porque tem uma faixa que atravessa a foto dizendo: "o povo no poder". E você olha e vê uma estudantada branca de óculos, quer dizer, o povo não estava ali naquela praça.
Certamente havia centenas de fotógrafos lá, mas só o Evandro conseguiu ver uma explicação tão concisa para um fenômeno político tão complicado. Ele fotografou o movimento estudantil parado no ar e o que é espantoso nessa foto é que você vê uma cena de multidão, um instantâneo de multidão e uma multidão inteiramente arrumada. É uma foto jornalística feita com câmera na mão, na correria, mas todas as caras daquela praça são retratos. Todas as pessoas que estão ali têm fisionomia."
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