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Cliente:
Britcham
06.05.2010 . 10h29

Em palestra promovida pela Britcham, economista-chefe do HSBC avalia que Grécia terá dificuldades para sair da crise
  Andre Loes destacou também a recuperação dos países emergentes pós crise econômica mundial


A crise financeira global de 2008 mergulhou a Grécia na recessão e agravou sua situação fiscal. Esta é a avaliação de Andre Loes, economista-chefe do HSBC Bank Brasil, durante palestra promovida pela Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham), no último dia 6 de maio, em São Paulo. O executivo destacou que o déficit primário do país chegou a 8%, o que requererá forte ajuste fiscal, induzindo redução do crescimento.

"O fato do país estar numa união monetária torna mais dramática a situação porque não há o recurso da desvalorização da moeda. A saída da zona euro também não é a situação mais provável. O sistema bancário grego hoje está todo integrado ao sistema europeu, ou seja, uma série de medidas teriam que ser tomadas com relação ao próprio sistema de pagamentos do país, caso se optasse pela saída da união", afirmou.

A respeito dos países emergentes, Andre Loes lembrou que mesmo com a crise mundial, estas nações apresentaram crescimento 4 a 6% superior aos países desenvolvidos e parte relevante desta diferença está associada ao crescimento dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China).

"Há grande diferença do déficit fiscal entre esses dois grupos de países (desenvolvidos e emergentes) e, em especial a China, seguido do Brasil e Índia, apresentaram uma dinâmica de recuperação muito favorável", avaliou. Segundo o executivo, mesmo com todos os seus desafios demográficos, a China se destaca pela força de seus investimentos e exportações líquidas, que juntas representam dois terços da economia local.

Sobre o Brasil, Andre Loes destaca que o ritmo de atividade está acima do que se esperava alguns meses atrás. Segundo ele, a confiança do consumidor e do empresariado tem chegado a recordes históricos. "O aumento do emprego formal permite maior bancarização e expansão de crédito", completou. Isso é muito bom, mas implica pressões inflacionárias que o Banco Central precisará combater.

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