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31.08.2010 . 14h03 . Britcham
Associates of law firm Castelli&Castelli Assessoria Jurídica discuss internationalisation of companies at a Britcham event
31.08.2010 . 14h02 . Britcham
Sócias do Castelli&Castelli Assessoria Jurídica falam sobre internacionalização de empresas em evento na Britcham
16.08.2010 . 15h19 . Britcham
CVM: Volume de Captações Financeiras e IPOS crescerá no segundo semestre
16.08.2010 . 14h28 . Britcham
CVM: Issuances and IPOS set to expand in the second half of 2010
Cliente:
Britcham
30.06.2010 . 15h23

Britcham promove palestra sobre o Impacto dos Riscos da Corrupção em Empresas


Executivos debatem as normas anti-corrupção no Brasil e no Mundo

Vinte e um por cento das empresas brasileiras dizem pagar subornos para conseguirem favores, mesmo reconhecendo que a corrupção gera efeitos na economia. Esse foi o dado apresentado por Caio Magri, do Instituto Ethos, durante seminário "Gerenciando os Impactos dos Riscos da Corrupção na sua Empresa", que aconteceu em 30 de junho, na Câmara Britânica de Comércio e Indústria (Britcham), em São Paulo.

Segundo Caio, há um crescente engajamento da população no combate a corrupção. "Já temos 1.324 empresas associadas ao Ethos e temos como propósito ajudar essas companhias a gerirem seus negócios de forma socialmente responsável", declara.

Leopoldo Pagotto, da Xavier, Bernardes, Bragança Sociedade de Advogados, acredita que a corrupção é um problema cultural. "Desde a origem da civilização brasileira já temos problemas entre o Estado e o particular", conta. "Na República Velha, a corrupção era mais um problema do sistema político do que de apropriação do público pelo privado. Com a entrada da mídia propagando essas ações, a partir de 1950, o conceito mudou", completa o advogado.

Para Vânia Vieira, diretora de Prevenção da Corrupção da Corregedoria Geral da União (CGI), é necessária uma nova lei para responsabilizar a Pessoa Jurídica em atos de corrupção. "Há necessidade de melhor sistematização dos mecanismos de responsabilização de pessoas jurídicas, para preencher as lacunas existentes e punir efetivamente os atos praticados em detrimento da Administração Pública Nacional e estrangeira", explica. Vânia também discorreu sobre o Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS), uma iniciativa da Corregedoria Geral da União para incrementar a transparência e dar efetividade às normas legais repressivas. "No Portal da Transparência é possível visualizar uma lista de empresas declaradas inidôneas ou suspensas, por irregularidade em licitações, fraudes fiscais ou inexecução de contratos administrativos, todas avaliadas por entes públicos de interesse", completa.

Para finalizar, Keith Martin, da Control Risks, falou sobre a Foreign Corrupt Practices Act (FCPA), que discorre sobre a responsabilidade criminal da pessoa jurídica pela corrupção de funcionários públicos estrangeiros a fim de obter ou reter serviços. "As regras afetam muito a gestão de empresas estabelecidas em outras jurisdições, sejam elas parte de grupos multinacionais americanos ou não", completa.

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